Dicas, Ronaldo Academy Brasília, Ronaldo Academy Mundial

Nem sequer o chamavam por seu nome. Na Copa do Mundo de 1994, nos Estados Unidos, Ronaldo não era conhecido por quase ninguém e ostentava a alcunha de Ronaldinho.

Naquela Seleção Brasileira, já havia um Ronaldo. Ronaldão, zagueiro, que só participou de 14 partidas com a camiseta da equipe nacional. Porém, Ronaldo – o verdadeiro – a essa altura não se importava com os cartazes.

O craque disse que Carlos Alberto Parreira, treinador dessa Seleção, preferiu não colocá-lo alguns minutos na final para que um recorde de Pelé permanecesse intacto: o de ser o brasileiro mais jovem a atuar em um jogo decisivo de Copa do Mundo. Porém, para ele, que tinha o número 20 na camisa, era o de menos.

 Ele trocou o uniforme com Pierluigi Casiraghi e deu a volta olímpica com a camisa 18 da Azurra. Ele abraçou aos demais, festejou e deixou que o mundo visse seus dentes separados.

Em 1992, o primeiro técnico de Ronaldo, no São Cristóvão, um pequeno clube do Rio de Janeiro, não teve dúvida: “Mandei um garoto ao Cruzeiro que será o atacante do Brasil na Copa do Mundo de 1998”.

Não foi um gênio nem se antecipou algo que, nessa época, parecia impossível. Mas um indício da potencialidade que já teria. Era tão bom que queimou todas as etapas. Seu ciclo foi um Mundial:

“A primeira vez que o vi foi no Cruzeiro. Ele era uma criança ainda. Nessa partida, terminou fazendo cinco gols. Desde esse momento, demonstrou que era um fenômeno”, declarou Cafu.

Aos 17 anos, ele já estava pronto para ser o mais dominador de todos. É parte da explicação pela que Ronaldo é o jogador mais jovem a ganhar a Bola de Ouro. Em 1997, tinha só 21 anos e três meses. Nem sequer Lionel Messi, que ganhou aos 22 anos e cinco meses, era tão indiscutível como ele.

 

 

 

 

 

 

 

Share

Leave a Reply